Imagem Molecular

O equipamento de PET/CT é formado pelo PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) acoplado a uma CT (Tomografia Computadorizada). O objetivo deste exame é identificar o funcionamento do corpo em nível molecular, sua estrutura funcional.

Para a realização deste exame, é necessária a injeção de um marcador que será injetado no paciente e um equipamento que possa visualizar a distribuição desta substância pelo corpo e a estrutura funcional dos órgãos estudados.

Sendo assim, radiofármacos são injetados no paciente e, após determinado tempo para distribuição no corpo, um equipamento (PET) consegue detectar a radiação liberada pelo radiofármaco e mostrar de onde vem essa radiação no corpo. Em outras palavras, o equipamento mostra como a substância foi distribuída pelo corpo e onde estão os possíveis focos de captação anormal do radiofármaco , que serão alvos de análise pela equipe médica.

O radiofármaco mais usado em exame de PET/CT é a Fluordesoxiglicose marcada com flúor 18 (18F-FDG). Sua produção é automatizada, realizada em um cíclotron onde ocorre a irradiação de água pesada contendo oxigênio-18 gerando o flúor-18. Em seguida, o flúor-18 é ligado ao fármaco, no caso a fluordesoxiglicose, e introduzida em um frasco estéril acondicionado em um recipiente de chumbo para proteger da radiação.

Esta substância é composta de açúcar e após ser injetada na veia, ela é transportada pelo sangue até as células, onde é absorvida para ser transformada em energia. Diferente da glicose, o FDG entra na célula e fica nela acoplada iluminando as células que consomem mais energia e possivelmente apresentem células cancerosas com maior atividade no corpo humano.